sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Fungos

Fungos são organismos com características peculiares, razão pela qual são classificados num reino exclusivo, denominado Fungi. Segundo os especialistas que estudam os fungos, os micólogos, existem cerca de 1,5 milhão de espécies, das quais apenas 69 mil são conhecidas e aproximadamente 2 mil utilizadas de alguma maneira.
Bolores, mofos e cogumelos são os nomes populares dos fungos. São cosmopolitas, de formas microscópicas, ou de belas e coloridas formas macroscópicas. Convivem conosco explorando os mais diversos tipos de hábitats: o ar, a água, o solo, as plantas, os animais e o próprio homem. Atuam de diferentes maneiras na natureza e, como qualquer outro grupo de organismos, trazem a ela malefícios e benefícios.
Dentre os benefícios, pode ser citada a decomposição de substratos orgânicos, que desempenha importante papel na ciclagem de nutrientes, processo essencial para a continuidade da vida. A associação de determinados fungos com raízes de plantas, as micorrizas, auxilia a absorção de água e minerais, essenciais para o crescimento das plantas.
O homem se utiliza dos fungos há muito tempo. É o caso das leveduras nos processos de fermentação em indústrias de alimentos – panificação – e de bebidas – cerveja, vinho e uísque. Mais recentemente, ácidos orgânicos produzidos pelos fungos – cítrico, fumárico, gálico, entre outros – vêm sendo utilizados pelas indústrias farmacêutica, cosmética e têxtil. O caso clássico de utilização medicinal dos fungos é na produção de antibióticos, da penicilina em especial, a primeira delas.
Alguns alimentos tradicionais são fungos, como os cogumelos, ou estão associados a eles, como os queijos camembert, gorgonzola e roquefor. Os fungos também auxiliam na produção de condimentos, como shoiú, missô e tempê, produzidos pela fermentação dos grãos de soja.
Na agricultura, os fungos são utilizados no controle biológico de pragas, principalmente de insetos e nematóides.
Mais recentemente, os fungos vêm desempenhando um importante papel na descontaminação de ambientes, pois são capazes de degradar substâncias tóxicas. É o caso dos compostos organoclorados presentes em alguns poluentes químicos. Graças à ação de fungos, esses compostos podem ser transformados em compostos minerais simples.
Paralelamente aos benefícios, os fungos podem estabelcer algumas relações que nos trazem prejuízo econômico. É o caso do parasitismo nas culturas de café, batata, cana-de-açúcar, dentre outras.
Há espécies de fungos que causam micoses profundas nos seres humanos e em animais. Os fungos também podem contaminar enlatados de indústrias alimentícias, derivados de leite, tecidos, tintas, papel, papelão, couro, madeira, filmes fotográficos, lentes e filtros de ar-condicionado. Outros, além de deteriorarem os grãos de cereais, produzem substâncias tóxicas chamadas micotoxinas, importantes agentes alergênicos. Há ainda os cogumelos venenosos ou alucinógenos que, se ingeridos, causam sérios problemas à saúde.
Os fungos podem estabelecer associações simbióticas com certas algas, formando os líquens, utilizados como bioindicadores de poluição.

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